“Um Power Jam acontece quando você aposta muitas vezes o valor do pote, geralmente porque você ou tem muitas mãos que quer blefar, ou uma mão muito forte com a qual quer colocar muito dinheiro no pote”, explica Leonard.
Veja um exemplo: imagine que o cutoff abre e você defende o big blind. O flop vem Q-T-4, ele aposta e você paga. O turn é um 5 e ambos dão check, até que um 6 aparece no river, com a mesa agora mostrando Q-T-4-5-6. Você vai all-in por 10 vezes o valor do pote.
“Você vai chegar ao river com algumas mãos fortes, como dois pares, pois ele deu mesa no turn, então ele dificilmente tem uma mão melhor,” diz Leonard. “Mas você também chega com mãos como rei-valete, valete-nove, e outras mãos de draws de sequência ou flush.”
Leonard explica que em situações como essa, apostar pouco com seus blefes aumenta a chance de ser pago com frequência, enquanto apostas pequenas com valor não maximizam o retorno.
“Você combina muitos blefes com mãos realmente fortes e poderosas, por isso chamamos de Power Jam,” ele diz. “Você está forçando seu oponente a sair do pote, mas também maximizando o valor das suas mãos fortes.”
Um Power Jam é uma jogada extrema, então nos perguntamos se alguns adversários são mais adequados para esse tipo de abordagem.
“Contra alguns jogadores, você consegue fazer com que eles desistam de todo o range,” diz Leonard. “Mas quando você aposta muitas big blinds no river, eles precisam desistir com frequência para que o blefe seja bem-sucedido. A ideia é que eles desistam bastante, então você os força a foldar. Isso torna o jogo um pouco mais imprevisível.”
Claro, realizar um Power Jam ao vivo é um pouco mais complicado do que clicar um botão online.
“Você precisa manter a expressão enquanto seu oponente pergunta: ‘Quanto? QUANTO?’”, diz Leonard, rindo.
Grandes overbets são amplamente estudadas e aplicadas no poker, mas isso não diminui a contribuição de Leonard para o vocabulário do jogo.
“É um conceito teórico, eu só dei um nome,” ele explica. “Existem muitos nomes que criamos. Temos o MegaMaster, onde você faz alguém foldar uma mão melhor e pagar com uma pior. Talvez você faça um jam no turn e o adversário pague com um draw, mas folde uma mão intermediária. Esse é um MegaMaster.”
“Esses termos facilitam o jogo, pois ao invés de pensar na teoria, você pensa: ‘Ah, aqui é uma situação de MegaMaster’ ou ‘Aqui é uma situação de Power Jam’. É uma forma mais prática de explicar o jogo para os alunos.”
Mas popularizar o termo também tem um lado negativo: “Agora as pessoas me pagam mais do que deveriam,” ele diz com um sorriso.
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